☕ CEO da Starbucks elogia rival chinesa Luckin Coffee, mas rejeita uma de suas principais estratégias
Durante sua participação no Fast Company Innovation Festival, em 16 de setembro, o CEO da Starbucks, Brian Niccol, surpreendeu ao elogiar abertamente uma das concorrentes mais recentes da empresa: a Luckin Coffee, rede chinesa que abriu suas primeiras lojas nos Estados Unidos este ano.
Conhecida por sabores inusitados — como cold brew de abacaxi e latte de coco — e preços extremamente baixos, a Luckin opera exclusivamente por aplicativo, tornando o processo de compra rápido e impessoal.
Niccol destacou a velocidade com que a Luckin inova em produtos:
“Eles fizeram um ótimo trabalho com o ritmo impressionante de inovação em bebidas,” disse. “Isso nos mostra que não podemos ser complacentes com sabores e combinações.”
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Segundo ele, concorrentes como a Luckin ajudam a Starbucks a melhorar continuamente sua oferta de produtos.
No entanto, Niccol deixou claro que não pretende seguir o modelo 100% digital da rival. Em julho, a Starbucks anunciou que está desativando suas lojas que funcionam apenas com pedidos móveis, e o CEO reforçou a importância de melhorar o conforto físico das unidades.
“Eles tornaram o app a única forma de interação com o negócio. É uma abordagem diferente. Mas não acho que seja a certa para nós,” afirmou.
Um porta-voz da Starbucks evitou comentar diretamente a estratégia da Luckin, reforçando que o foco da empresa está em “conveniência, conexão e qualidade artesanal”.
Niccol também comentou sobre a recuperação da Starbucks na China, mencionando que provou um “latte de orvalho de rosas” em uma loja local. A empresa está buscando um parceiro regional para ajudar na operação chinesa e, neste verão, reduziu os preços de algumas bebidas no país — aproximando-se da política de preços da Luckin.
Há pouco mais de um ano à frente da campanha “Back to Starbucks”, Niccol vem implementando mudanças para enfrentar problemas como filas longas, falhas no aplicativo, escassez de funcionários e queda nas vendas. Mesmo assim, as ações da empresa acumulam uma queda de mais de 12% no último ano.