Engenheiros utilizando tablets em fábrica inteligente com braços robóticos representando o avanço da IA nas empresas brasileiras
Na indústria de transformação e na logística brasileira, 83% das empresas que usam IA começaram com softwares de prateleira.

Em resumo: Pesquisa aponta que 80% das empresas brasileiras que utilizam IA compram softwares prontos (83% na indústria e logística), mas o mercado agora migra para agentes especializados capazes de cortar em até 90% o tempo de processos operacionais.

A adoção de IA nas empresas brasileiras entrou em uma fase decisiva de amadurecimento: hoje, oito em cada dez organizações que utilizam a tecnologia no país apostam em softwares e pacotes prontos de prateleira. Na indústria de transformação e no setor de transporte, armazenagem e correio, esse índice chega a 83%, segundo levantamento divulgado pelo portal MundoLogística com base nos dados da TIC Empresas.

Embora os pacotes prontos tenham elevado o total de empresas brasileiras usuárias de IA de 13% para 17% (atingindo 50% nas grandes empresas com mais de 250 funcionários), surgiu um novo desafio: ferramentas genéricas não dominam as regras específicas de cada setor.

O limite da IA genérica na indústria e na logística

A segunda edição do estudo global Infor Enterprise AI Adoption Impact Index, conduzida pela YouGov com 2.111 decisores em sete mercados e destacada pelo MundoLogística, mostra onde as soluções generalistas falham:

“Hoje, todos têm os mesmos modelos de IA. O que importa é o que esses modelos sabem sobre o seu negócio.” — Kevin Samuelson, CEO da Infor.

Agentes especializados: cortes de até 90% no tempo de processos

Segundo dados do IBGE, o uso de IA nas indústrias extrativas e de transformação brasileiras (com 100 ou mais pessoas) saltou de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024. Organizações que adotaram agentes treinados com contexto específico de indústria registraram:

Governança e segurança ainda travam um terço dos projetos

O avanço da IA nas empresas brasileiras e globais exige governança clara: 54% dos líderes aceitam agentes autônomos em processos críticos, mas 15% das empresas ainda não definiram quem responde pela tecnologia e 33% apontam segurança de dados e compliance como a principal barreira — levando 59% das companhias a ampliar investimentos em IA governada nos próximos 12 meses.

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